1 - https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/gn/3
²² Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,
Gênesis 3:22 | ACF
²² Então, o Senhor Deus disse: — Vejam que o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve permitir que ele estenda a mão e tome também da árvore da vida, coma e viva para sempre.
Gênesis 3:22 | NVI
2 - https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/gn/4
⁸ E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou. Gênesis 4:8 | ACF
⁸ Caim falou com o seu irmão, Abel: — Vamos para o campo. Quando estavam lá, Caim atacou Abel, o seu irmão, e o matou. Gênesis 4:8 | NVI
3 - https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/gn/5
¹ Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
² Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados.
³ E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.
⁴ E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
⁵ E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu.
⁶ E viveu Sete cento e cinco anos, e gerou a Enos.
⁷ E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos, e gerou filhos e filhas.
⁸ E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos, e morreu. (diminuiu)
⁹ E viveu Enos noventa anos, e gerou a Cainã.
¹⁰ E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos, e gerou filhos e filhas.
¹¹ E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos, e morreu. (diminuiu)
¹² E viveu Cainã setenta anos, e gerou a Maalalel.
¹³ E viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos, e gerou filhos e filhas.
¹⁴ E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos, e morreu. (aumentou, mas continuou menor que a de Adão)
¹⁵ E viveu Maalalel sessenta e cinco anos, e gerou a Jerede.
¹⁶ E viveu Maalalel, depois que gerou a Jerede, oitocentos e trinta anos, e gerou filhos e filhas.
¹⁷ E foram todos os dias de Maalalel oitocentos e noventa e cinco anos, e morreu. (diminuiu)
¹⁸ E viveu Jerede cento e sessenta e dois anos, e gerou a Enoque.
¹⁹ E viveu Jerede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
²⁰ E foram todos os dias de Jerede novecentos e sessenta e dois anos, e morreu. (aumentou e superou a de Adão)
²¹ E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
²² E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
²³ E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos.
²⁴ E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.
²⁵ E viveu Matusalém cento e oitenta e sete anos, e gerou a Lameque.
²⁶ E viveu Matusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos, e gerou filhos e filhas.
²⁷ E foram todos os dias de Matusalém novecentos e sessenta e nove anos, e morreu. (aumentou e superou a de Adão)
²⁸ E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos, e gerou um filho,
²⁹ A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.
³⁰ E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas.
³¹ E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos, e morreu. (diminuiu bastante: provavelmente o ambiente antediluviano já estava muito prejudicial)
³² E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.
Gênesis 5:1-32 | ACF
Matusalém - 187 anos - Lameque - 0
Matusalém - 969 anos - Lameque - teria 782 anos (mas ele viveu 777 anos, ou seja, morreu 5 anos antes de seu pai)
https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/gn/6
¹⁷ Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará.
¹⁸ Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo.
¹⁹ E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão.
²⁰ Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida.
²¹ E leva contigo de toda a comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, a ti e a eles.
²² Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.
Gênesis 6:17-22 | ACF
4 - https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/gn/9
¹ E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra.
² E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues.
³ Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde.
⁴ A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
⁵ Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
⁶ Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.
⁷ Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.
⁸ E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
⁹ E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós.
¹⁰ E com toda a alma vivente, que convosco está, de aves, de gado, e de todo o animal da terra convosco; com todos que saíram da arca, até todo o animal da terra.
¹¹ E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.
¹² E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.
¹³ O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra.
¹⁴ E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.
¹⁵ Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.
¹⁶ E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar da aliança eterna entre Deus e toda a alma vivente de toda a carne, que está sobre a terra.
¹⁷ E disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança que tenho estabelecido entre mim e entre toda a carne, que está sobre a terra.
Gênesis 9:1-17 | ACF
²⁸ E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinquenta anos.
²⁹ E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos, e morreu.
Gênesis 9:28,29 | ACF
Noé viveu mais que a maioria, e menos apenas que Matusalém e Jarede.
1ª Instabilidade: o corpo não seria suprido pelo fruto da árvore da vida: envelheceria e não seria mais invulnerável.
A genética se estabiliza apesar disso, e o potencial de tempo de vida fica em torno dos 900 a mil anos. Ou seja, fora a privação que tornou os seres mortais, não há instabilidade até, pelo menos, a morte de Noé, e provavelmente depois de um tempo, também.
O Dilúvio ocorre entre 1656 (pelos Manuscritos Massoréticos) e 2.242 (pelos Manuscritos da Septuaginta) anos depois de Adão.
(Livro: O Dilúvio - Célio João Pires - 1ª Edição - 2019 - página 10 - PDF)
Se somarmos os 350 anos de Noé depois do Dilúvio, temos: 1.656 + 350 = 2006 ; 2.242 + 350 = 2592.
Por pelo menos 2006 anos, a genética humana (e provavelmente dos animais) não teria se degradado, ao menos no que diz respeito a tempo de vida.
Capítulo 30 - O Dilúvio, os filhos de Noé, suas esposas, a humanidade atual e a genética.
(Livro - O Dilúvio - Célio João Pires - PDF - 1ª Edição - 2019 - págs 691 a 698)
Capítulo 30 - O Dilúvio, os filhos de Noé, suas esposas, a humanidade atual e a genética.
O Dilúvio promoveu um efeito gargalo ou fundador para todos os seres vivos, inclusive humanos, ou seja, quase foram extintos, muitos poucos exemplares de espécies terrestres sobreviveram e legaram aos seus descendentes sua herança genética. Você pode saber mais sobre o efeito Gargalo e/ou fundador aqui1323 e aqui1324.
Esse fato é reconhecido pelos geneticistas, quando estudaram o DNA mitocondrial, desde que foi publicado um artigo em 1999, já tratado nesta pesquisa66.
E esse efeito fundador ou gargalo é considerado como tendo atingido as populações humanas do Leste Asiático e europeias, associado com a dispersão humana para fora da África, cuja data do evento atribuída, com base na visão da Teoria da Evolução, é de cerca de 60 mil anos1325.
No Brasil tal artigo foi relatado no jornal Estadão1326, replicado do jornal O Estado de S. Paulo, que também foi replicado, com comentários, no site NetNature1327, pela sua relevância em termos de entendimento das migrações humanas pelo mundo.
Outras pesquisas independentes também confirmaram o efeito gargalo ou fundador, atribuindo causas diversas ao mesmo, bem como datas diferentes, como o artigo publicado em 2003, na Revista Americana de Genética Humana, citada na reportagem da BBC Brasil em 10.06.2003, com o título: Raça humana esteve à beira da extinção, diz estudo1328.
Outro efeito gargalo descoberto, seguindo a mesma linha de pesquisa, mais antigo, também com causas desconhecidas, na época da glaciação conhecida como Estágio Isotópico Marinho 6, com início e idade atribuída há 195 mil anos atrás, término até 123 mil anos antes do presente. O ambiente de estudo dessa suposta extinção foi a África, e em boa parte, nessa época, o planeta estava inabitável. Calcula-se que o número de pessoas caiu de uns 10 mil adultos reprodutores para apenas algumas centenas de pessoas.
A base desses estudos, são genéticas, como venho apresentando, em que todos os seres humanos de hoje descendem de uma pequena população1329, 1330.
Curtis W. Marean, arqueólogo e equipe, descobriram que essas pessoas, que viveram na costa sul da África, num local chamado de Pinnacle Point, próximo à cidade de Mossel Bay, na costa do Oceano Índico, alimentavam-se de plantas comestíveis e, principalmente, de uma abundância de frutos do mar, principalmente moluscos locais, como mexilhões marrons e caracóis marinhos, chamados alikreukel. Isso, segundo datação, há 164 mil anos atrás.
Os arqueólogos descobriram também, que essas pessoas possuíam todas as habilidades cognitivas modernas, de acordo com o trabalho que fizeram, para fazer ferramentas de pedra. Usaram uma técnica de aquecer pedras, quartzito, muito boa para fazer lascas grandes para ferramentas de corte e lanças, mas é difícil para se fazer pequenas ferramentas. Para fabricar pequenas lâminas, eles usavam uma rocha chamada silcrete, com característica cor vermelha, diferente da pedra original, e, além disso, o silcrete não pode ser moldado em lâminas pequenas.
Com base em outras descobertas semelhantes, em locais próximos, e devido ao fato de terem encontrado esse tipo de pedra associada com as cinzas de fogueiras, acabaram descobrindo que essas pessoas aqueciam as pedras, para poderem trabalhar com ela, fazendo as pequenas lâminas. Os arqueólogos testaram a técnica, e, surpresos viram que além de fazer pequenas lâminas, a rocha adquiria a cor dos artefatos encontrados. A conclusão: as pessoas que haviam morado naquele local, tratavam termicamente as pedras para poderem trabalhar com elas. Isso pressupõem inteligência avançada, em saber que é possível mudar as características de uma pedra por aquecimento, o tipo da pedra, a temperatura adequada, e a técnica para fazer isso.
Claro que os cientistas que não participaram das pesquisas não acreditaram que aquelas pessoas podiam fazer isso, até que fizerem testes independentes e comprovaram as conclusões iniciais.
Os gargalos genéticos ou efeito fundador descobertos com as técnicas de análise de DNA mitocondrial, são um desenvolvimento recente.
Desde que Gregor Mendel (1822-1884)1331 descobriu que os seres vivos podiam legar características suas para seus descendentes, em seus experimentos com ervilhas, a genética progrediu muito, com a descoberta da hélice dupla, chamada DNA, por James Watson (1928-), Francis Crick (1916-2004)1333, Maurice Wilkins (1916-2004)1332 e Rosalind Elsie Franklin (1920-1958)1334.
Hoje em dia já é possível verificar quantas mutações, ou seja, quantos erros genéticos, ocorrem em determinado período. Sempre se inferiu que as mutações ocorriam a uma taxa constante e muito lentamente, uma a cada 300 a 600 gerações, ou uma a cada 6.000 a 12.000 anos (assumindo que uma geração é de 20 anos), diz o antropólogo molecular Mark Stoneking, da Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, até que foi possível testar essa hipótese de trabalho1335.
Destaco que tal inferência (número de mutações a cada 300/600 gerações) permite estender o tempo da existência da espécie analisada, no caso o homem, à centena de milhares de anos, compatível com o que se espera apoiado na Teoria da Evolução. Mas como é bom testar hipóteses de trabalho!
Uma descoberta feita em 2013, em um estudo em larga escala, com milhares de pessoas, em busca de variações genéticas específicas, mostrou que a humanidade recentemente teve um crescimento explosivo da população, o que indica uma assinatura notável para um excesso de variantes genéticas raras, sugerindo que muitas mutações surgiram recentemente.
O artigo que descobri é a pesquisa: Analysis of 6,515 exomes reveals the recent origin of most human protein-coding variants, ou, Análise de 6.515 exomes revela a origem recente da maioria das variantes de codificação de proteínas humanas (tradução minha), relatada em artigo publicado na revista Nature, em 10.01.2013, feita por uma grande equipe de cientistas, Fu W, et al, em que se analisou 6.515 exomes humanos, para se estabelecer a idade e periodicidade de cada mutação em uma população humana1336.
Tal artigo não só confirma o efeito gargalo ou fundador como também crescimento explosivo da população humana, inferido diretamente pelo enorme aumento das mutações, num curto período.
Os pesquisadores, para avaliar quantitativamente a distribuição das idades das mutações, re-sequenciaram 15.336 genes de 6.515 pessoas de ascendência afro-americana e americana e inferiram a idade de 1.146.401 variantes de um único nucleotídeo autossômico (SNVs). Estimaram que aproximadamente 73% de todos os simples nucleotídeos variantes (SNVs, na sigla em inglês) codificador de proteínas e aproximadamente 86% dos SNVs previstos como deletérios tenham surgido nos últimos 5.000-10.000 anos.
Esse trabalho delimitou os detalhes históricos da codificação de proteína humana, mostrando o profundo impacto recente na história humana recente sobre as mutações deletérias em populações humanas contemporâneas, e forneceram informações práticas importantes que podem ser usadas para priorizar genes variantes na descoberta de doenças genéticas1336. (Tradução minha).
O crescimento explosivo da população humana (e de outros seres vivos), observada nas variações dos genes (mutações), está compatível com o que Deus disse para Noé e todos os seres vivos que saíram com ele da Arca:
Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a Terra. (Gênesis 9:1).
Outro estudo, com características semelhantes, relatado poucos meses antes na Science também reconheceu que a grande variação de nucleotídeo único de (SNVs) funcionais raros, se deve ao efeito combinado de recente crescimento populacional acelerado explosivo e seleção purificadora fraca1337. (Tradução minha).
A pesquisa foi efetuada com o objetivo de compreender como variantes raras (mutação gênica) contribuem para o risco de doenças complexas. Para tanto os pesquisadores sequenciaram 15.585 genes codificadores de proteínas humanas e uma profundidade média de 111 x em 2440 pessoas da Europa (n=1.351) e africano (n=1088). Descobriram mais de 500 mil variantes de nucleotídeo único (SNVs, a maioria dos quais eram raros e cerca de 95,7% de SNVs previstos para serem funcionalmente importantes foram raros. A causa apontada, foi a explosão populacional humana recente e uma seleção natural purificadora fraca.
Os dois estudos demonstraram que, geneticamente, um número grande de variações genéticas raras com implicações em doenças humanas, foi devido à explosão populacional humana e seleção purificadora fraca, isso entre 5 mil e 10 mil anos atrás. A menor idade é perfeitamente compatível com a data da ocorrência do Dilúvio.
Pelo que venho apresentando nesta pesquisa, isso foi devido ao efeito gargalo ou fundador do Dilúvio e a bênção do Criador para que a população fosse fecunda e se multiplicasse, acelera damente, para encher a Terra.
As descobertas relatadas nesses dois artigos, frutos de intensa pesquisa genética, colocam restrições ao tempo inferido da existência de humanos na Terra, notadamente ao tempo que os teóricos da Teoria da Evolução atribuem ao gênero homo sapiens sapiens, a humanidade atual.
Normalmente os teóricos da Teoria da Evolução atribuem cerca de 350 mil anos ao surgimento do homo sapiens sapiens, na região leste da África (algo atualmente contestado) e adquiriu o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos1138.
Tais idades atribuídas tem muito de inferência e pouca de observação.
Mas à medida que a genética avança, novas observações são feitas e aí, dá para comparar com as hipóteses e inferências.
Como ressaltei inicialmente, sempre se inferiu que as mutações ocorriam a uma taxa muito lenta, afinal a evolução precisa de muito tempo, segundo seus teóricos, para poder processar alterações extremamente complexas (sem entrar no mérito da origem da informação constante nos genes, pois mutações são alterações ou erros nesses genes).
Considerava-se uma mutação a cada 300-600 gerações de humanos, ou um tempo de 6 mil a 12 mil anos para cada uma ocorrer. Isso considerando uma geração como 20 anos1135. Isso até uma descoberta com dados reais ter sido feita.
O DNA mitocondrial do último Czar russo, Nicolau II e sua família
Em um artigo de Ann Gibbons1335 publicado na Science, onde relata a análise feita no DNA mitocondrial do último Czar russo, Nicolau II e sua família e comitiva que foram mortos em 1918 por pelotão de fuzilamento.
Em 1991 foram exumados os corpos, e feito teste de DNA em 1992, e o DNA mitocondrial do Czar mostrou algo muito interessante. Ele possuía em seu DNA mitocondrial o que se chama de heteroplasmia, cuja mutação o duque da Rússia, Georgij Romanov, irmão do Czar, também exumado, também possuía. Os resultados dos exames de DNA foram publicados em 1996, na Nature Genetics.
Tanto o Czar quanto seu irmão herdaram duas sequências diferentes de DNA mitocondrial de sua mãe, mas resolvido o problema de identificação da família Romanov, gerou-se um problema para especialistas forenses e um enorme problema para os teóricos evolucionistas.
Thomas J. Parsons, geneticista molecular do Laboratório de Identificação de DNA das Forças Armadas, em Rockville, Maryland, fez a pergunta correta: com que frequência essa heteroplasmia aparece?
Calcula-se que de 10% a 20% dos humanos tenham heteroplasmia, devida a mutações, como o observado na família Romanov, e uma incidência alta de mutações sugere que o DNA mitocondrial sofre mutações até 20 vezes mais rápido do que o anteriormente estimado, de acordo com dois estudos que foram publicados à época.
Resolver o problema de uma taxa elevada de mutações no DNA mitocrondrial é importante para os cientistas forenses e evolucionistas.
O pressuposto evolucionista é que a taxa de mutação do DNA mitocondrial é constante e lenta, qualquer descoberta diferente disso é um problema. Por constante, estima-se que ocorra uma mutação a cada 6 mil até 12 mil anos, mais ou menos, algo entre 300 e 600 gerações de humanos.
Thomas J. Parsons1335, citado por Gibbons, fez seus próprios estudos sobre DNA mitocondrial, buscando verificar a taxa de mutação por geração/tempo, utilizando a região de controle do DNA mitocondrial que não codifica e, portanto, acredita-se estar livre da seleção natural.
Em seu estudo com 357 pessoas de 134 famílias diferentes, ele descobriu que a taxa de mutação, diferentemente de uma a cada 300 a 600 gerações, era de uma a cada 40 gerações, ou uma em até 800 anos ao invés de uma a cada 12 mil anos. Sua pesquisa foi publicada na Genética da Nature.
Outro pesquisador, Howell e sua equipe, também chegaram à conclusão semelhante, obtendo uma taxa de mutação a cada 25-40 gerações, cujo resultado foi publicado em 1996, no American Journal of Human Genetics.
Várias pesquisas foram feitas e chegaram, numa média, à uma mutação a cada 1.200 anos, muito menor do que a ainda utilizada até então, uma em 6 mil a 12 mil anos.
Várias especulações foram feitas para tentar contornar o problema dos dados, desde uma amostra pequena, com vício estatístico, locais com maior número de mutações do que outros, chamados de pontos quentes, como mutações muito rápidas que dão a volta e acabam se anulando, aparecendo no curto prazo e não no longo prazo.
É claro que os pesquisadores não concordam com as especulações e apontam suas razões para discordância. Mas os evolucionistas estavam seriamente preocupados à época.
Taxas rápidas de mutações e a época da Eva mitocondrial
A Eva mitocondrial, por exemplo, a mulher da qual herdamos nosso DNA mitocondrial, atribuiu-se a idade entre 100 mil e 200 mil anos, de acordo com a taxa constante de mutações de DNA mitocondrial de chipanzés e humanos, cuja ancestralidade comum faz parte da base da inferência, como um postulado ad hoc. Refeitos os cálculos com a taxa de mutação real observada, não inferida, ela teria existido há cerca de 6 mil anos! Algo muito interessante! Mas prontamente rechaçado pelos teóricos evolucionistas!
A pergunta que fica no ar é: quando é que eu, durante as pesquisas, devo mudar de uma taxa rápida de mutação – de acordo com os dados – para uma taxa lenta de mutação, especulativa, para adequar os dados à teoria?
A história humana, contada pelo paradigma vigente evolucionista, é que os humanos tiveram uma expansão súbita para a Europa e outras partes do mundo há 40 mil anos, com os ajustes nas taxas de mutação isso teria ocorrido entre 10 mil e 20 mil anos. Os estudos de DNA mitocondrial, com taxa lenta de mutação, datam o povoamento das Américas há 34 mil anos, mas os sítios arqueólogicos não controversos são de 12.500 anos, bem menos. Se recalibrar para as taxas observadas, a diferença fica mínima. (Science, 28 de fevereiro de 1997, p. 1256).
Desde o primeiro estudo sobre DNA mitocondrial, feito em 1987 (1339), em que foi descoberta a Eva Mitocondrial, muitos estudos foram feitos pelo problema levantado, principalmente devido à observação de que a taxa de mutação, no caso Romanov e outros estudos, era muito mais rápida do que o inferido pelos teóricos da Teoria da Evolução, que se baseia no postulado de que homens e símios tiveram um ancestral comum há 5 milhões de anos atrás, e nesse caso a Eva mitocondrial existiu há cerca de 200 mil, com ajustes ao gosto do pesquisador.
Foi feito até um evento específico para tratar o problema da taxa rápida de mutação, pois a Teoria da Evolução estava a perigo com essa descoberta, pois os períodos resultantes dos cálculos com essa taxa de mutação, encolhia o tempo, tornando incompatível com o postulado aceito: divergência humana x símia há 5 milhões de anos.
Se o postulado é falso, ou seja, se homens e símios nunca tiveram um ancestral comum, essa informação é de que apenas seres razoavelmente semelhantes tem processos bioquímicos semelhantes em sua fisiologia e biologia molecular.
Você pode saber mais sobre o DNA mitocondrial aqui1340. Seu autor, Michael Brown, (Dr. Michael Brown é o diretor e pesquisador principal do Centro de Pesquisas em História Molecular.
Graduou-se com Ph.D. em Biologia com ênfase em Biologia Molecular) além de alimentar o site com os dados, tece comentários interessantes sobre os mesmos.
O problema das mutações rápidas do DNA mitocondrial não foi resolvido, como se esperava, com análise de uma amostra muito maior do que as já efetuadas, mas foi esquecido e não se fala mais nisso! É embaraçoso para a Teoria da Evolução humana.
As três evas ou as três mães
Outra descoberta com a utilização dos dados das mutações de DNA mitocondrial foi feita pelo Dr. Nathaniel T. Jeanson (Ph.D. em biologia celular e de desenvolvimento da Universidade de Harvard), e publicado em 27.04.2016, no artigo On the Origin of Human Mitochondrial DNA Differences, New Generation Time Data Both Suggest a Unified Young-Earth Creation Model and Challenge the Evolutionary Out-of-Africa Model1341, ou Sobre a Origem das Diferenças do DNA Mitocondrial Humano, os Dados do tempo da Nova Geração ambos sugerem um Modelo Unificado de Criação da Terra Jovem e Desafiam o Modelo Evolutivo de Fora da África (tradução minha), em que ficou claro, pelos dados, que a humanidade atual descende de três mulheres, que deixaram seu DNA mitocondrial em nós, seus descendentes.
Lembrando que, o DNA mitocondrial é passado somente pela mãe para a célula ovo, e tal DNA faz parte das mitocôndrias, que são as responsáveis por gerar a energia para o corpo dos seres vivos. São tão complexas que necessitam de um DNA próprio, que possui 16.569 bases, Adenina, Guanina, Citosina ou Timina (A, G, C, T), que compõem os quatro caracteres que geram o nosso código genético, o software que opera o hardware que nos mantém vivos (o software que opera nossos computadores e celulares utiliza somente dois caracteres, o “0” zero e o “1” um, sendo o DNA um software muito mais poderoso e sofisticado).
O trabalho original do Dr. Nathaniel T. Jeanson, buscava compreender a origem das diferenças no DNA mitocondrial. Para tanto ele analisou e tabulou o DNA mitocondrial de 369 pessoas, de etnias diferentes, e usando um software que constrói um diagrama de árvore, que coloca as sequências genéticas, mais semelhantes, perto uma do outra, e as sequências mais desiguais nos galhos mais longos.
O resultado que se obteve é que as sequências de DNA mitocondrial se agrupavam em três posições diferentes, chamadas de nodos. Você pode ver o trabalho original aqui1341.
Cada tronco reflete uma sequência específica de DNA mitocondrial, e apenas um pequeno número de diferenças das outras duas.
A pergunta óbvia: será que isso reflete o DNA mitocondrial das três esposas dos filhos de Noé?
Nossas três mães?
Ora isso se encaixa perfeitamente no que o relato do Gênesis informa: a humanidade atual descende das três mães e dos três filhos de Noé, Sem, Cam/Ham e Jafé. Não nos foi legado o nome das três mães da atual humanidade, mas temos o fato genético de que elas existiram, e graças à Deus, que as escolheu, e a Noé e seus filhos, por Noé ser um homem justo, pelos padrões do Criador, do contrário não estaríamos por aqui!
À medida em que a notícia se espalhava, mais um artigo foi publicado dando conta justamente das implicações das pesquisas genéticas do Nathaniel T. Jeanson, em um artigo publicado por Brian Thomas, escritor de Ciência no Instituto de Pesquisa da Criação, em 16.05.2016, New DNA Study confirms Noah, ou Novo estudo de DNA confirma Noé1342 (tradução minha). E em 30 06.2016, o mesmo Brian Thomas, dá mais detalhes sobre a descoberta, em outro artigo, DNA Trends Confirm Noah’s Family1343, ou, Tendências de DNA confirmam a família de Noé (tradução minha).
O Dr. Nathaniel T. Jeanson, contou em um livro, Replacing Darwin: The New Origin of Species, ou, Substituindo Darwin: A Nova Origem das Espécies, os detalhes de sua descoberta1344.
No Brasil essa descoberta foi publicada no site Criacionismo1345, e no site do NUMAR-SCB1346, que podem ser consultados para maiores detalhes.
O Dilúvio promoveu um efeito gargalo ou fundador para todos os seres vivos, inclusive humanos, e isso foi confirmado pelas descobertas da genética. Obviamente, com a rejeição do Dilúvio pelo mainstream e a existência do paradigma dominante, apoiado na Teoria da Evolução, os cientistas não conseguiram, descobrir a causa desse efeito gargalo ou efeito fundador.
Os estudos em genética, apontaram, inclusive, mais de um efeito gargalo.
É claro que, o efeito gargalo foi ocasionado pelo Dilúvio, e a sua detecção em vários grupos de pessoas isoladas (África, Europa, Ásia, e talvez as Américas, ainda não vi estudos nesse sentido), deve-se à migração em massa ocorrida após a confusão das línguas em Babel. É provável que se descubra ainda outros focos de efeito gargalo em outras populações que foram isoladas à época. Inclusive animais.
Efeito gargalo ou fundador descoberto em 100 mil espécies animais diferentes
E, neste momento da pesquisa, junho de 2018, um artigo foi publicado, dando conta da observação de efeito gargalo ou fundador, agora em animais, como é esperado pelos cientistas criacionistas, haja vista a catástrofe planetária do Dilúvio.
O artigo de autoria de Mark Y. Stoeckle e David S. Thaler, de 07.03.2018, publicado no Human Evolution1347, Why Should Mitochondria Define Species? ou, Porque as mitocôndrias devem definir espécies? (tradução minha), está provocando um grande abalo em convicções evolucionistas pelo mundo afora.
Afinal, os pesquisadores fizeram um enorme estudo sobre o DNA mitocondrial de 100 mil espécies animais diferentes, analisando 5 milhões de códigos de barras de DNA mitocondrial. Uma amostra gigantesca!
Eles descobriram que nove em cada dez animais do planeta surgiram ao mesmo tempo que os humanos, em cerca de 100 mil e 200 mil anos atrás, na escala de tempo usada pela Teoria da Evolução.
Os pesquisadores Mark Stoeckle, pesquisador sênior associado, do Programa para o Ambiente Humano na Universidade Rockefeller e o geneticista David Thaler da Universidade de Basel, mostraram que muito do que se sabia sobre evolução das espécies foi desmascarado com esse estudo.
No Brasil esse artigo repercutiu na mídia eletrônica, e foi resumido no site Meio Info, dedicado a Meios de Informações Ambientais1348, no site criacionista, do jornalista Michelson Borges1349, grande defensor da teoria criacionista das origens, e noticiado no blog1350 do cientista Enézio E. de Almeida Filho, Desafiando a Nomenklatura Científica, em 29.05.2018.
O artigo original, completo, em PDF para download, você pode obter aqui1351.
As implicações para a Teoria Criacionista das Origens e para a Teoria da Evolução, dessa descoberta são enormes, afinal o enorme volume de dados analisados não deixa dúvidas sobre suas conclusões. A um tempo fortalece a Teoria Criacionista das Origens e corrói, mais um pouco, a Teoria da Evolução.
Para Thaler, que certamente não esperava que seus dados levassem a essa conclusão, foi surpreendente. Nas suas palavras:
“Essa conclusão é muito surpreendente e eu lutei contra ela o máximo que pude”, afirma Thaler1348.
O DNA mitocondrial, como já tratei nesta pesquisa, é o DNA das mitocôndrias, herdado, geneticamente, da mãe. Durante os últimos dez anos, os biólogos geneticistas coletaram e catalogaram DNA de 100 mil espécies animais diferentes, num total de 5 milhões de amostras1349.
A mitocôndria é uma máquina celular que possui milhares de reatores de energia em seu interior, gerando energia para as células (nós percebemos uma fração dessa energia nas temperaturas, no calor, de nosso corpo). O DNA mitocondrial possui 37 genes1348, sendo que um desses é o COI, usado para criar o código de barras de DNA daquele indivíduo, pois é único, como uma assinatura genética, e pode ser utilizado para diferenciar as espécies.
O diretor do Instituto de Biodiversidade de Ontário, Paul Hebert, criou uma forma de identificar espécies utilizando o gene COI, e Stoeckle e Thaler, utilizando essa nova forma de identificação de espécies, analisando o COI de 100 mil1348 espécies de animais, concluíram que a maioria (cerca de 90%) dos animais apareceram simultaneamente.
Eles descobriram que a mutação neutra entre espécies não era tão variada quanto se esperava.
(...) A mutação neutra se refere a pequenas mudanças no DNA que ocorrem ao longo das gerações1348.
As mutações neutras podem ser utilizadas como relógios moleculares (que também já tratei nesta pesquisa), para calcular a idade da amostra.
Eles, obviamente, não conseguem identificar a causa de que todas as espécies animais analisadas tiveram sua origem em cerca de 100 a 200 mil anos, mas foi um evento de extinção planetário que atingiu a vida de forma generalizada, que deve ter ocasionado isso.
Eles especulam algumas causas possíveis, tais como:
“Vírus, eras glaciais, novos competidores bem-sucedidos, perda de presas – tudo isso pode causar períodos em que a população de um animal reduz bruscamente”, argumenta Jesse Ausubel, diretor do Programa para o Ambiente Humano.
Segundo eles, “Tais momentos dão origem a mudanças genéticas generalizadas pelo planeta, causando o aparecimento de novas espécies. No entanto, a última vez que tal evento ocorreu foi há 65 milhões de anos (sce), quando um asteroide atingiu a Terra e (acredita-se) dizimou os dinossauros e metade de todas as outras espécies no planeta”1348.
O fato é que um evento abrupto, em escala planetária, levou à extinção à maioria das espécies da Terra, bem o que esperaríamos de um evento tipo o Dilúvio descrito na Bíblia, quando toda a vida na Terra pereceu, exceto as que foram preservadas na Arca de Noé.
Além disso, as épocas atribuídas aos gargalos populacionais, são calculadas utilizando os pressupostos advindos da Teoria da Evolução, que coloca a divergência, separação, entre humanos e símios há uns 5 milhões de anos atrás.
Mesmo as descobertas de que as mutações no DNA mitocondrial ocorrem em muito maior velocidade do que inicialmente se imaginava, como o descoberto no caso Romanov, e outros, quando comparado com os pressupostos citados acima, isso é ignorado pelo mainstream, que continua calculando as idades como sempre.
Buscaram dados que se enquadrassem em seus pressupostos. Mesmo que fique o problema, de quando é que eu uso um ou outro pressuposto, para concordar com a teoria.
Além de confirmar o efeito gargalo do Dilúvio, os estudos genéticos de DNA mitocondrial, também confirmaram a existência das três mães, as esposas de Sem, Cam e Jafé, as atuais mães da humanidade.
Não se sabe se Noé teve mais filhos e filhas, pois isso não é citado no texto bíblico, mas como as mulheres não são normalmente citadas nas genealogias de Gênesis, é possível que Noé tenha tido mais filhas. Só com uma amostra muito maior do que as utilizadas até hoje, de análise de DNA mitocondrial seria possível alguma informação definitiva nesse sentido.
Grande campo de pesquisa para os geneticistas criacionistas se abre com um aprofundamento de estudos em DNA mitocondrial.
Resumo das evidências observacionais – Capítulo XXX - O Dilúvio, os filhos de Noé, suas esposas, a humanidade atual e a genética
Neste capítulo compreendemos que a humanidade passou pelo chamado efeito gargalo ou efeito fundador, devido ao Dilúvio (e as demais espécies vivas também), demonstrado e reconhecido por análise genética, de DNA mitocondrial, em 1999 e em estudos posteriores, como aqui relatado.
Esse efeito gargalo ocorreu, segundo a Teoria da Evolução, há cerca de 60 mil anos, e atingiu as populações europeias e do leste asiático, nas dispersões humanas para fora da África. Minha inferência é que na realidade isso ocorreu, na dispersão humana de Babel que estou tratando nesta pesquisa.
Se você procurar os artigos científicos que tratam desse efeito gargalo, ao longo do tempo, verá que eles consideram várias ocorrências em várias épocas diferentes, com várias causas possíveis e desconhecidas. Mas, é importante destacar, não se discute a sua não ocorrência, mas a causa, data e local.
O estudo do DNA mitocondrial e as descobertas decorrentes, se tornou um grande problema para a atribuição de longos períodos para a suposta evolução humana, pois se consideravam, até se obter dados reais do DNA mitocondrial, que ocorria uma mutação para cada 300 a 600 gerações, uma taxa extremamente lenta. Se descobriu, no entanto, que na realidade, ocorre uma mutação a cada 20 gerações, como descoberto no caso Romanov, apresentado aqui. Outros recálculos dão conta de em até 40 gerações, mas jamais 300 ou 600 gerações.
Isso encolheu a evolução humana, para 6 a 12 mil anos. Realmente um grande problema para seus teóricos. Muitas possíveis explicações posteriores foram buscadas para enfrentar os dados, mas até agora, nada de relevante. Outra análise de SVNs, simples nucleotídeos variantes, deletérios, encolhe ainda mais a régua do tempo, para algo em torno de 5 a 10 mil anos.
Esse grande número de variações genéticas raras, com implicações em doenças humanas, é considerado como tendo ocorrido devido a crescimento explosivo da população humana e seleção purificadora fraca, ocorrida entre 5 mil e 10 mil anos atrás, o que leva ao Dilúvio bíblico, indiretamente ou diretamente, pois a menor idade está perfeitamente compatível com a data de 3.386 a.C., ou seja, há 5.404 anos atrás (base 2018 d.C.), como tratei no Capítulo II.
A análise do DNA mitocondrial do caso Romanov, mostrou que ele sofre mutações 20 vezes mais rápido do que as estimativas anteriores.
Essas taxas rápidas de mutações encolhem a época da Eva Mitocondrial, de 100 mil anos, para poucos milhares de anos.
As pesquisas com DNA mitocondrial, também revelaram que a humanidade atual descende de três mulheres, coincidentemente, o mesmo número de esposas dos três filhos de Noé. E eu não acredito em coincidências!
Por outro lado, descobertas paleontológicas, com impactos na Teoria da Evolução, resultou da descoberta e análise de cinco crânios humanos, no Cáucaso, chamados de crânios Dmanisi1352, em 2013.
A idade atribuída aos mesmos é de 1,8 milhões de anos, e sugere que todos eram da mesma espécie de homem. Claro que isso abalou o mundo evolucionista, ligado à evolução humana. A Figura 662 mostra a reprodução computadorizada dos cinco crânios encontrados em Dmanisi.
Figura 662: Imagem computadorizada dos cinco crânios humanos, morfologicamente diferentes, encontrado em Dmanisi, Georgia. Em ordem de 1 ao 5, esquerda para direita.
Créditos: LEÓN, MARCIA PONCE DE. ZOLLIKOFER, CHRISTOPH. UNIVERSIDADE DE ZURIQUE. SCIENCE NEWS. (2013).
Os crânios analisados são todos morfologicamente diferentes entre si, mas pertencem à mesma família, que habitou ao mesmo tempo o local da descoberta. É como se os supostos possíveis ancestrais humanos, que fazem parte da árvore genealógica humana, na Teoria da Evolução (entendida como Teoria Geral da Evolução - Síntese Evolutiva Ampliada/Estendida), tais como o Homo habilis, Homo rudolfensins, Homo erectus e outros, fossem todos irmãos, somente encontrados em lugares diferentes. O Artigo publicado na Science, leva a essa conclusão e a inferência é grave!
O Estudo foi feito por uma pesquisa de 8 anos de David Lordkipanidze, diretor do Museu Nacional da Geórgia e uma equipe internacional de colegas.
O crânio 5, analisado, tinha um maxilar maciço, uma caixa craniana pequena e um grande rosto, uma combinação de traços morfológicos nunca observado antes. Outros 4 crânios foram encontrados em anos anteriores, e só um deles sem o maxilar inferior, além de ferramentas de pedras e ossos fossilizados de animais.
A análise dos 5 crânios mostrou que alguns deles são de homo habilis e outros como de Homo erectus. Achava-se que poderiam ser de uma ou várias espécies diferentes de humanos.
Aprofundada a análise, inclusive de morfometria 3D e outros métodos mais tradicionais de comparação de características morfológicas, e a conclusão chegada é de que a análise estatística mostra que a magnitude da variabilidade dos crânios de Dmanisi, bem como os padrões, são semelhantes aos das populações de espécies modernas. Mesmo os 5 indivíduos sendo muito diferentes um dos outros, não são mais diferentes do que 5 humanos modernos. A diversidade numa espécie é regra, não exceção. Definiram que esses cinco crânios pertencem ao Homo erectus.
As classificações dos crânios hoje atribuídas a espécies diferentes de hominídeos (macacos) ou humanos, segundo a análise desses 5 crânios, pode representar uma única espécie (uma de macacos e outra de humanos). O esqueleto, ou melhor a árvore evolutiva humana, pode ser desmontada com essa descoberta!
É claro que a grande maioria dos cientistas evolucionistas humanos, que não concorda com as conclusões, ainda está em choque, mas não se fala mais no assunto.
Uma análise, sob a ótica criacionista, você pode ver aqui (1353), pois para o criacionismo, a humanidade descende de um único casal, originalmente, e depois do Dilúvio, de três casais, os três filhos de Noé e respectivas esposas. Então, somos todos de um único tipo básico, ou uma única espécie humana, não obstante possuirmos variações morfológicas originadas pelo efeito gargalo e adaptações ao ambiente pós-diluviano que nos assegurou a sobrevivência neste novo mundo instável.
Faça sua análise e tire suas próprias conclusões!
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