Graça e paz.
Espero poder colaborar ao menos um pouco mais na imensidão de eventos e pensamentos sobre a Bíblia.
1 - A "Academia" trabalha, ou ao menos é o que parece diante de determinadas imposições, de modo intelectualmente duvidoso, visto não ter sequer compromisso com verdades morais objetivas e estar cada vez mais tomada por pessoas que encaram a Bíblia como algo altamente prejudicial e a ideia de um Ser inteligente que criou o que existe como algo a ser combatido, até mesmo com imposição acadêmica;
2 - Vivemos algo que eu talvez possa classificar ampliando o conceito de "Academicismo": se o cientificismo é a ideia de que só por meio de ciências exatas e métodos científicos e modelos matemáticos (e outros semelhantes) se obtém informação confiável em alto grau, o academicismo seria a ideia de que apenas por meio de revistas especializadas, pessoas formadas em tal e tal linha de conhecimento, o conhecimento científico pode ser obtido;
3 - Tal visão torna a "Academia" - conhecimento acadêmico, uma ferramenta de controle: só vale o que um grupo bem pequeno e bastante restrito de pessoas determinar como verdade (tal como vemos no Executivo, Legislativo e Judiciário, e mais no Judiciário, seguido pelo Legislativo):
há "verdades" científicas apenas no entorno do que a Academia disser que há, e mesmo pessoas com Doutorado/Pós-Doc... em suas áreas ou com proficiência equivalente (fugindo da ideia de que apenas formadas em tal e tal área seriam aptas a falar deste e/ou daquele assunto, no que eu considero como uma manifestação da falácia do apelo à autoridade / falácia da autoridade), que discordem, são tidas como negacionistas, mesmo quando as evidências levem à confirmação do que dizem;
logo, o "academicismo" parece contradizer o próprio cientificismo em determinados aspectos;
4 - Os cristãos e judeus podem estar em uma grande armadilha ao querer combater "conhecimento acadêmico" apenas com "conhecimento acadêmico", visto que a "Academia" cada vez mais parece querer manipular a interpretação dos fatos (e talvez até a produção de "fatos"), como sempre dar a pior interpretação possível de tudo o que se acha a respeito da Bíblia (como as épocas em que os textos teriam sido escritos, etc) e superestimar achados considerados cientificamente verificáveis;
5 - O que pode ter ocorrido: Moisés pode ter conseguido acesso, inclusive, ao relato mais antigo e fiel ao que teria ocorrido, e isso ser escondido ou não considerado; cada povo alterou a história conforme sua visão sobre Deus:
os que O aceitassem manteriam a história como culpa humana e de outros seres rebeldes, enquanto os rebeldes contra Deus teriam se colocado até mesmo como heróis (os humanos e outros seres rebeldes) e falado sobre O Ser que agiu contra eles como mau e caprichoso, mesmo que reconhecendo que alguns outros seres fossem também maus e caprichosos;
6 - No relato de Moisés:
há um relato da criação contendo tudo o que existe evidentemente de modo literal (luz, água, parte seca, plantas, animais, sol, lua, estrelas, seres humanos) que tentam impor como algo simbólico;
usam isso para relatar a queda como algo simbólico;
Deus fez intervenções pontuais, para a manutenção ou para a destruição;
o sol realmente é maior que a lua (não é provável ter havido meramente um relato pelo que parecia ser em uma observação rápida);
os seres vivos possuem uma capacidade de adaptação muito grande (saíram de um ambiente totalmente favorável para um ambiente bastante desfavorável, e viviam por bastante tempo);
7 - Essa capacidade potencial de adaptação foi regredindo, e não aumentando com o tempo:
quanto mais precisavam e precisam se adaptar ao ambiente, mais degradam a capacidade geral de adaptação, ou seja, se adaptar aos ambientes com certa constância tem um preço;
8 - Há evidências de que algo catastrófico aconteceu e envolveu água e prejuízo da própria estrutura física do planeta; ao mesmo tempo, a única explicação plausível (ou ao menos a melhor inferência) para a sobrevivência de alguns seres diante desse cenário é a intervenção de ao menos um Ser com inteligência o bastante para proteção durante tal evento, e mesmo considerando apenas uma grande catástrofe principal, suas consequências continuariam a ocorrer após seu término e podem ser responsáveis por eventos ainda hoje;
9 - A Bíblia apresenta a ideia de que a existência do mundo e a sobrevivência dos seres só é possível por que houve (e há) intervenção de ao menos um Ser inteligente e capaz o bastante, e parte da ideia de que "quem pode o mais, pode o menos":
o Ser que criou tudo com tamanha complexidade pode:
agir para destruir parte considerável dos seres e ao mesmo tempo manter uma parte viva;
pode fazer qualquer objeto flutuar no ar ou na água;
pode ressuscitar pessoas, curar, restaurar membros, órgãos...;
pode, de modo inteligente e "tecnológico" agir para que haja uma aparência ou realmente haja um evento que "atrase" ou "adiante" a percepção temporal;
pode fazer uma virgem engravidar (e gravidez por ação inteligente distinta do molde biológico padrão já é realidade até mesmo por intervenção humana e suas tecnologias), e muitas outras coisas;
10 - Visões que tornam a alternativa da existência de ao menos um Ser capaz disso, e até da existência de outros, como alternativa mais viável para o que existe, faz com que "cientistas" precisem admitir que havia inteligência nos seres humanos para refletir e aceitar isso, que o mais provável é que tenhamos saído de condições mais favoráveis de inteligência para menos favoráveis, assim como condições de vida, adaptação;
conceber que tal ideia foi apenas inventada pelos povos é dizer que eles deram o "chute" mais certeiro da humanidade, visto que admitir o que existe sem a intervenção de um Ser inteligente é improvável (para não dizer impossível) e precisa de tantos eventos singulares que tornam tal ideia mais dependente de "fé cega" que a própria aceitação deste Ser (e não entendo que aceitar Sua existência seja dependente de fé cega);
11 - Tendo isso em mente:
o relato bíblico não precisa ser exclusivo para ser verdadeiro;
não precisa concordar em tudo com os outros relatos;
as similaridades dos relatos apontam fortemente para a veracidade deles ao menos em pontos essenciais;
a existência de relatos talvez mais antigos que os bíblicos (ou efetivamente mais antigos) não é evidência contrária ao relato bíblico, é favorável (mostra que efetivamente os eventos foram muito antigos, a ponto de realmente tratar com veracidade até mesmo a existência dos primeiros seres humanos, e que eventos catastróficos realmente tiveram grande alcance);
o fato de que as evidências mostram realmente catástrofe(s) de alcance mundial, aliado à sobrevivência dos seres, realmente apontam para um Ser que não apenas criou, mas que também faz intervenções em Sua criação;
e por isso a intenção de classificar qualquer relato bíblico como indigno de confiança, resultado de mentiras de escritores e transmissores orais antigos, com conceitos morais, éticos, legais "ultrapassados".
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